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Nesses últimos dias, a mídia especializada em tecnologia, principalmente a internacioal como o TechCrunch, Mashable e outras, vem traçando inúmeras e fortes críticas ao maior player desse mercado, o Groupon.

Tais críticas se apimentaram ainda mais com o lançamento do Google Offer’s e Facebook Deals, que é mais um “clone” dos sites de compras coletivas, só que feito pela GIGANTE Google. E o principal motivo das críticas é a sustentabilidade do modelo de negócios empregado em sistemas de compras coletivas.

Para quem ainda não está familiarizado, segue abaixo um esquema, que nós da Codificar, fizemos para o Educação Coletiva, que um portal de compras coletivas voltada para a Educação a Distância, e depois explicarei por que o nosso portal não cai nessa falha estrutural do modelo de negócios.

 

compras coletivas
Modelo de negócios – site x parceiro

Os usuários compram no site de compras coletivas, com descontos geralmente maiores que 50%, pagam através de um intermediador de pagamento que descontom em média 5% do valor de venda, ou sites maiores através de cartão de crédito, desse valor restante há uma comissão de 30%, em sites como Groupon ou Peixe Urbanos, a comissão pode chegar e ultrapassar a taxa de 50%, e o que resta é voltado ao parceiro, o “dono” original do produto ou serviço oferecido no site de compras coletivas.

Vamos a dados práticos, suponha uma oferta de uma Chapa de Picanha com 5 chops tenha o valor original de R$ 60,00. Ao divulgar num site de compra coletivas, foi ofertado um desconto de 60% , num valor de R$ 24,00, assim a cada venda realizada o parceiro receberá 50% dessa oferta, um montante de apenas R$ 12,00 por venda confirmada,  deixando assim de entrar em seu fluxo de caixa R$ 48,00 ou um desconto total de 80%.

Caso ele venda 500 unidades, ele irá receber o total de R$ 6.000,00 quando se vendesse em seu estabelecimento faturaria R$ 30.000,00. Tal valor para um comerciante local é um absurdo e com  certeza seu fluxo de caixa ficará prejudicado e como muitas vezes já aconteceu, o atendimento será péssimo durante os dias de validade da promoção, pois teremos uma imensa quantidade de consumidores ávidos por um bom serviço e barato e provavelmente não encontraram isso.

No exemplo citado, temos um limite da margem de contribuição do serviço, pois os custos fixo e variado tem pouca diminuição quando é vendido grandes quantidades, pois o preço da picanha é não irá variar muito, muito menos o do chopp, fora que os custos de infra-estrutura somente irão aumentar.

Agora gostaria de deixar claro que essa conta é prejudicial quando estamos tratando de comércio local, onde as margens são pequenas e apertadas devido fatores citados acima, mais a concorrência. Mas falando de serviços e produtos de alto valor agregado, a regra de ouro que quanto mais pessoas comprarem, a margem pode ser diminuida obtendo-se lucros efetivos é extremanente válida.

Vamos pegar agora o exemplo de Educação a Distância, que é o caso do nosso projeto o Educação Coletiva. Geralmente os cursos e suas aulas já estão disponíveis na plataforma do cliente, com um custo fixo determinado para suportar uma boa quantidade de alunos, assim, a medida que as vendas são  maximizadas pela coletividade, as vendas em grupo e em grande volume possibilitam a ampliação de lucros na venda por quantidade, pois temos a limitação natural dos custos, sendo que o custo inicial de produção do conteúdo provavelmente já foi investido em outra ocasião.

Então meus caros, é por isso que está havendo esse burburinho em torno das grandes empresas de compras coletivas, que durante a crise foram extremamente interessante aos consumidores e comerciantes, mas que agora, praticam taxas exorbitantes ao comerciante local.

Pensando nisso, até que dá uma vontade de mobilizar a Codificar para fazer uma plataforma JUSTA de Compras Coletivas, que pense no parceiro e pratique valores percentuais justos aos mesmos.

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